O ambiente entre os jogadores do Paysandu está literalmente azul. Às vésperas de disputar o segundo jogo da Série C contra o Águia, no próximo domingo (1º), o grupo relaxava na tarde de ontem na piscina de uma academia, quando era o retrato da descontração. Nem mesmo a vitória de 3 a 2 do Fortaleza sobre o São Raimundo em Santarém, abalou a confiança da equipe, que joga na mesma chave.
O volante Tácio confirma que está ‘tudo azul’, no entanto, ressalta que o verbo ‘relaxar’ fica apenas para a atividade da piscina, porque contra o Águia vai ser ‘tenso’. “O clima é o melhor possível, de descontração, mas com responsabilidade. Teoricamente está tudo conspirando a nosso favor. Temos que colocar em prática um excelente futebol para que as coisas se encaminhem bem”, analisa, sobre o Azulão.
Quanto ao Fortaleza, adversário do dia 7, jogando no Castelão, na capital do Ceará, Tácio não se intimida e volta a apostar na partida de domingo, para viajar com tranquilidade. “A gente está vendo o Fortaleza na frente, com cinco pontos, mas com três rodadas. Temos que fazer um jogo bem feito e conseguir os seis pontos, que é nossa obrigação jogando em casa, para ficarmos em uma situação bem mais confortável na tabela”, explica. O time cearense é o líder da chave, tem cinco pontos com um jogo a mais, e será o terceiro adversário dos bicolores na competição.
Guerreiro ganha dois reforços de última hora
A semana que antecede o jogo do Paysandu com o Águia em nada lembra aquela que antecedeu o primeiro compromisso bicolor diante do Rio Branco. A aparente calmaria chega até mesmo a espantar, tanto que até mesmo uma das poucas ocorrências que merecem uma observação mais atenta, as lesões do zagueiro Paulão e do lateral Bosco, começaram a se desfazer ainda ontem, quando ambos retornaram aos treinos com o grupo normalmente pela manhã no campo do Kasa, o que dá indícios de que podem mesmo iniciar a partida.
O fisiologista José Carlos Amaral explica que “Eles estão liberados da parte clínica e fisioterápica. Foram avaliados e já começaram os trabalhos com bola e com a equipe. Amanhã (hoje) vão ser testados no coletivo e agora cabe ao treinador decidir se entrarão ou não, pois estão prontos para participar da partida”, reitera.
Paulão e Bosco não participaram do trabalho na piscina de uma academia pela parte da tarde com o grupo, no entanto, ao contrário do que se poderia pensar, o motivo foi para deixá-los no mesmo patamar que os demais jogadores. “Eles estão treinando agora (ontem) lá na Curuzu. Alguns vieram aqui fazer o trabalho de relaxamento, mas eles ficaram fazendo atividades de recondicionamento”, informa Amaral. A decisão final sobre a participação deles será confirmada no coletivo de hoje.
Se precisar de algo, estamos aí!
Rogério Corrêa e Da Silva são os substitutos naturais de Paulão na zaga. Mas, como a preferência do técnico Charles Guerreiro é mexer o mínimo possível na equipe que venceu o Rio Branco, os atletas preferem não alimentar muita expectativa de que possam ter uma oportunidade no jogo contra o Águia.
Rogério explica que desde que passou a ser reserva, procurou jogar mais e por isso sofreu algumas lesões. “Eu estou tranquilo, desde que saí do time titular procurei trabalhar mais, porque sempre quem está jogando na equipe de baixo tem que trabalhar mais para mostrar que tem capacidade. Muitas vezes nesse meu esforço acabei machucado, com lesão”, pontua.
Apesar disso, o zagueiro diz que prefere lutar dentro de campo, pois considera que se tivesse brigado, poderia ter até mesmo saído do clube “Quando você é mais novo é diferente. Quando eu jogava no Atlético Paranaense, no Goiás, nesses times eu não gostava de ficar no banco. O treinador falava – ‘eu vou te colocar no banco’ e eu não gostava, falava que ia embora e tudo mais. Com o tempo você adquire tranquilidade para não fazer isso”, ensina.
Menos experiente, Da Silva pontua que gostaria de ter oportunidades por mérito e não quando ocorrem contusões nos colegas.
(Diário do Pará)
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