
O suficiente para se manter no G-4. Sem três titulares, suspensos pelo terceiro cartão amarelo, o Paysandu foi a Ipixuna do Pará e empatou por 3 a 3 com o Time Negra, ontem à tarde, pela terceira rodada do segundo turno do Campeonato Paraense-2009. Debaixo de um temporal no segundo tempo, o resultado foi justo pelo futebol apresentado por alvinegros e bicolores.
Com o tropeço, o Papão caiu para a terceira colocação na tábua de classificação do returno com sete pontos. O Time Negra é sétimo com dois. A primeira tentativa foi do Time Negra. Japonês chutou de longe, mandando a bola por cima do gol de Rafael Córdova. A resposta do Bicola saiu dos pés de Balão, também de longe, chutando para fora. Aos nove minutos, Rondinelli cobra falta, Córdova não segura e Albertinho abre o placar: 1 a 0 Papão Genérico.
Em um lance de puro oportunismo, Aldivan cobra escanteio e Bernardo cabeceia sem jeito, por cima do gol. Com 21 minutos de jogo, Zé Augusto recebe de Zé Carlos na pequena área e deixa tudo igual: 1 a 1. Já nos minutos finais da primeira etapa, o Papão quase chega ao gol da virada quando Balão recebe bola na esquerda e chuta forte demais, perto do travessão.
Já nos acréscimos, Allax tem outra chance de virar o jogo, mas, cara a cara com o goleiro, manda a bola pela linha de fundo. Debaixo de muita água, as duas equipes voltaram para o segundo tempo dispostas. Aos três minutos, Luciano cabeceia com força e Darlan se estica todo para jogar para escanteio. Na cobrança do tiro de canto, Marabá mete a mão na bola: pênalti. Zé Carlos chuta forte e faz: 2 a 1.
Com um jogador a mais, depois que Sérgio foi expulso, os alvinegros não recuam. Aos 25, Alex Sandro derruba Moisés na área: segundo pênalti no jogo. Rodinelli cobra deixando tudo igual: 2 a 2. Aos 39 minutos, Alex Sandro alça bola na área e Reinaldo se antecipa: Paysandu na frente outra vez. Aos 44, Diego Índio solta a bomba da entrada da área e vence o goleiro bicolor.
>> Edson Gaúcho evita falar no Re-Pa
Diferente do primeiro turno, o Paysandu não deve entrar em campo com o favorito para o clássico do próximo domingo, pela quarta rodada do segundo turno do Campeonato Paraense-2009. Depois de empatar com o Time Negra, ontem à tarde, em Ipixuna do Pará, os bicolores terão de se preparar para um duelo de iguais contra o Leão Azul.
Ao final do jogo contra o Time Negra, o técnico Edson Gaúcho recusou-se a falar sobre o confronto com o Remo domingo que vem.
“Não é hora de falar sobre o clássico. O grupo precisa descansar a recuperar as energias gastas em Ipixuna. Vamos pensar primeiro no descanso de todos e depois no duelo contra o Remo”, limitou-se a dizer o comandante, que elogiou o comportamento do time e a atuação de Balão e Alex Sandro na meia.
Jogadores suspensos fizeram falta ao Paysandu
A pergunta que os torcedores do Paysandu mais fizeram após o jogo contra o Castanhal era como o time iria se portar sem o melhor jogador do campeonato. Pois Vélber fez mais falta do que esperavam torcida e técnico. E se for levado em consideração que, além de Vélber, Rossini e Zeziel também não jogaram, e que Rafael Oliveira, a opção imediata, também não pôde ser utilizado, tem-se a noção exata de que o bicolor foi um time sem a menor possibilidade de criatividade no meio-campo.
Edson Gaúcho tentou duas opções. A primeira foi Alex Sandro. A segunda, Balão. Sandro não comprometeu, mas também não era – e nem podia ser – o maestro que o Paysandu precisava. Balão caiu para a ponta esquerda e, de lá do seu minifúndio, pouco produziu.
O jogo teve dois tempos distintos. No primeiro, se podia jogar bola. Se os times não o fizeram foi por pura incompetência. No segundo, apesar da emoção das alternativas de placar, o que se viu esteve mais para algo como o polo aquático do que propriamente futebol. Haja chuva em Ipixuna.
A cidade, aliás, fez uma festa. Desde cedo se podia encontrar torcedores exibindo camisas do Paysandu. Muitos torcedores fizeram plantão em frente ao hotel onde o Paysandu esteve hospedado. Foi uma festa-família. Tanto que um torcedor remista pôde exibir a camisa de seu time sem ser molestado, além de umas palavrinhas “incentivadoras”. O jogo acabou sendo o programa de domingo de muitas famílias.
Dentro de campo o que se viu foi uma arbitragem um tanto equivocada, um Albertinho ainda capaz de incomodar uma zaga desatenta e uma tarde infeliz para o goleiro Rafael Córdova, que falhou em pelo menos dois gols, principalmente no primeiro, quando num ato de extrema imprudência, abriu a barreira para a cobrança de uma falta. Foi traído pelo quicar da bola e viu Albertinho, que parece ter realmente pipocado contra o Remo, mostrar oportunismo.
Antes da partida, o presidente do Paysandu, Luiz Omar Pinheiro, mostrava-se tranquilo. De chinela e bermuda, quase recusou o copinho de uísque ofertado pelo prefeito de Ipixuna. O resultado final da partida certamente não deve tê-lo deixado com a mesma tranquilidade.
O resultado da partida de ontem põe em igualdade de condições Paysandu e Remo. Ou seja, o clássico de domingo deve ferver o Mangueirão. No meio da semana, o Remo poderá ganhar um estímulo a mais com a classificação à próxima fase da Copa do Brasil ou ir a campo contra o maior rival mais uma vez com a sina de fracassar contra times de menor expressão nessa competição. Dessa partida isolada no meio da semana, há de pender o fiel da balança no clássico principal da Amazônia.
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