Do alto de seu 1,88m, o zagueiro Leandro Camilo, em campo, é difícil de não ser notado. Fora dele, é a discrição em pessoa. Se nas partidas é um dos que mais fala e se impõe pela força, no dia-a-dia, usa o profissionalismo para ser uma das referências do elenco.
Com cara de veterano, Leandro, 24, demorou quase dois meses para ter uma chance no time titular. Quem o via nos treinos, com seus 90 quilos meio desengonçado, de cintura dura, não dava muito por ele. Foi na semifinal do primeiro turno contra o Independente, fora de casa, que ele estreou. Ele e seu fiel companheiro desde então, Paulão. Por coincidência, foi também o primeiro jogo de Charles Guerreiro à frente do elenco bicolor. De lá para cá, a dupla de zaga só foi desfeita quando um ou outro cumpriu suspensão automática, o que é raro.
Esse temperamento tranquilo só dá um tempo quando tem que fazer valer a autoridade de "xerife" dentro de campo. Quando o jogo é para valer, o que não faltam são cobranças e muita conversa com os companheiros.
"Na verdade, comandamos o time: dos volantes aos atacantes. De trás, vemos tudo. Conversamos bastante para não errar e tem dado certo. Espero que domingo seja assim novamente", afirma.
Ele lembra que o entrosamento com Paulão começou a ser burilado nos treinos do time reserva. Para ele, a torcida é que essa dupla fique até o final e que este seja até o fim da competição, com o acesso. "Sempre esperamos essa chance e nós a tivemos no mesmo momento. Sempre nos demos muito bem nos treinos e espero que continue assim até o acesso para a Série B", completou o zagueiro, que teve rápida passagem pelo Real Madrid B.
Para o jogo de amanhã, ele volta a ter o companheiro titular, Paulão, depois de uma partida de suspensão.
Fonte: Amazônia Jornal
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