“Espero que seja assim. Não vim para uma partida, mas sim com um projeto já para 2012, isso que me foi passado. Para essa Série C, independente de poder ser apenas um jogo, eu vim confiante. Sabia da dificuldade que encontraria, não fui enganado. É difícil porque não depende só da gente, mas também será muito difícil para o Águia. Serão jogos da vida de cada time e não temos que nos preocupar com o outro jogo e sim no nosso, em ganhar”, explicou o técnico.
Ainda durante a primeira passagem pelo clube, Gaúcho teve problemas com o atacante Rafael Oliveira, que, na época, saiu da equipe por conta do impasse. Agora, no entanto, depois das exibições de destaque do jogador no primeiro semestre deste ano, o treinador o elogia. “É um garoto que viu que estava errado, talvez más companhias, talvez ele mesmo não quisesse aquilo. Acho que cansou de bater na parede e hoje joga em qualquer clube do país. Não fico satisfeito porque fui eu quem o lançou e sim porque deu essa virada na carreira”, pontua.
Entre os maiores problemas para a partida contra o Araguaína, segundo o técnico Edson Gaúcho, é a falta de motivação do grupo bicolor, que, segundo ele, está bastante abalado depois dos inúmeros problemas ocorridos em tão pouco tempo nesta Série C.
EM NÚMEROS
1 Falta de motivação do grupo é o problema nº 1 do Paysandu, segundo o novo técnico do time.
Discurso é o de sempre: culpa é da imprensa. Incompetência mudou de nome...
Ainda durante a entrevista coletiva de ontem, o diretor Fred Carvalho culpou a imprensa pela má fase do clube. Mais uma vez os repórteres foram os responsabilizados pelo atual insucesso do Paysandu na Série C, mas Carvalho se esqueceu de que não são os jornalistas quem contratam ou deixam os salários dos jogadores atrasarem (alguns do atual grupo não recebem há três meses); o diretor também não mencionou uma série de atitudes tomadas pela direção bicolor nos últimos anos que não deram certo. “O clube vem sofrendo nos últimos dias, como, por exemplo, o noticiário de hoje (ontem), que tenta denegrir a imagem do clube, dizendo que o Paysandu foi despejado de hotel, que teve problema de ordem de pagamento”, criticou o diretor, sem apresentar provas do contrário.
São muitos os problemas de bastidores que refletem o fracasso do time dentro de campo. Contratações sem critério e algumas atitudes precipitadas tomadas pelo presidente Luiz Omar Pinheiro marcam a trajetória do Paysandu na terceira divisão. Este ano, por exemplo, depois do empate contra o Luverdense (MT), fora de casa, Pinheiro entrou no vestiário para reclamar da atuação do time, situação que já havia acontecido em 2009, após a derrota para o Icasa, em Juazeiro do Norte.
A contratação em massa, sem critério, e de atletas em fim de carreira, mas com um salário fora da realidade do clube, tem sido outro erro cometido pela administração bicolor. Tanto que, durante o Campeonato Paraense deste ano, a diretoria anunciou uma lista com onze dispensados; dias depois, alguns foram reintegrados ao elenco, mas depois foram nova e definitivamente desligados, gerando prejuízo financeiro aos cofres do clube, que já tem uma folha salarial de cerca de R$ 600 mil.
Mesmo assim (e sem mencionar outros problemas que a Fiel está cansada de saber), os diretores insistem em culpar a imprensa por erros muita das vezes até previstos, mas que não foram evitados devido à ineficiência dos cartolas bicolores.
Diário do Pará
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