O grande diferencial entre Luiz Omar Pinheiro e Ubirajara Lima, a menos no que dizem, está na forma de gestão do clube. Pinheiro e seus dirigentes tiveram que, nesses dois últimos anos de gestão, meter a mão nos próprios bolsos para manter o futebol profissional funcionando. É essa prática que Lima quer barrar, até porque também não tem como sustentá-la. Ele também quer descentralizar o poder no Papão, que há anos é excessivamente direcionada à figura do presidente, seja ele quem for.
"Propomos uma mudança de gestão, que será compartilhada por um colegiado. Todas as decisões serão tomadas por esse colegiado. Essa é a principal mudança que estamos propondo. Com isso podemos dar mais credibilidade ao clube e atrair investidores para manter o Paysandu". Entre as novidades, Lima promete algo que há anos seus predecessores, que é a contratação de um executivo para tocar a nau bicolor. Já Pinheiro vai por outro lado, anunciando a possível contratação de um gerente de futebol de fora do estado.
Relembre o caso
Em 2007 o estatuto do Paysandu foi reformado com ampla maioria do Condel de então. Entre as mudanças que regem as eleições, a mais importante foi a que definiu o voto direto dos associados. Mas algumas pequenas mudanças também foram significativas. Antes, uma chapa poderia se inscrever até 24 horas antes do pleito, o que mudou para 30 dias (esse ano a data limite foi 15 de outubro). Foi alterada também a não obrigação da situação em divulgar o mapa dos eleitores aptos a votar, o que agora é uma obrigação no último dia de inscrição.
Mas, parte das mudanças, inclusive essas que remetem á eleição, não foram registradas em cartório, o que só veio a ocorrer semana passada, quando já havia outra chapa. Isso é que alegam os dois lados. A situação de que um carimbo não substitui uma mudança feita por maioria, a oposição de que o não registro dá embasamento legal a ela.
Amazônia Jornal
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